A História da Massa de Pizza da Tia Gloria

Sim, eu já morei em Blumenau. Mas não, não nasci lá. Cansei de ouvir as pessoas dizerem: Ah, você é de Blumenau, por isso que você é loira. Não. Eu e toda a minha família somos de São Paulo. Só poderia ser mais paulista se tivesse nascido no Hospital Santa Catarina, no meio da Avenida Paulista. Nasci no Hospital São Luiz da Santo Amaro. Paulistana da gema!

Mas tenho uns pais meio nômades/ciganos e o resultado disso é que moramos no Brasil inteiro. Antes de vir para São Paulo, aos 16 anos, morava com eles em Blumenau.

Blumenau como muitos sabem é uma cidade de colonização alemã. E apesar de eu ser descendente de alemães, alguns dos clichês sobre eles (nós) são verdadeiros, como sempre!

Povo fechado, difícil de fazer amizade, cara feia, desconfiados. Eu sei, parece que eu estou me descrevendo, mas não era o caso. Tô falando dos meus colegas de sala. Sabe os cariocas? Então, é o oposto. Aliado a isso, cheguei na cidade com 12 anos, aquela fase adolescente, antisocial em que somos contra tudo e contra todos, ou seja, tive muita dificuldade em me relacionar com os locais. Porém sobrevivi a esse primeiro ano. No meu segundo ano lá, chegou uma menina que estava voltando de um ano de viagem com a família à Suécia. Apesar de já morarem na cidade há mais tempo antes de terem ido viajar, essa menina tinha várias coisas em comum comigo. Também era de São Paulo, também não se encaixava nos padrões vigentes locais, típicos de cidades menores, entre tantas outras coisas.

Aos poucos nos aproximamos e, 25 anos depois, posso dizer que a Dani foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. E isso eu devo a Blumenau. A Dani, entre tantas coisas importantes na minha vida, foi a pessoa que me trouxe, há muuuuitos anos para o DeRose Method, e nunca vou conseguir agradecer a ela por isso.

Voltando ao foco da história, nós fomos ficando super amigas. E começamos a frequentar a casa uma da outra, nos falar por telefone quando voltávamos da escola (não tinha whatsapp), a passar as férias juntas, essas coisas de adolescente.

E sempre íamos às festas de aniversário da casa da outra. Uma coisa que me chamava muita atenção é que na casa dela era sempre a mesma coisa. E eu adorava isso. Olha a perfeição: pizza feita em casa, bolinho de milho frito, brigadeiro, bolo de chocolate e coca-cola. (Certeza que haviam outras coisas que mudavam, mas 20 anos depois, minha lembrança já filtrou muitas coisas e se lembra disso. Juro que até salivo quando me lembro.)

Quando crescemos mais um pouco, peguei a receita com a Dani. E essa é a receita que eu uso até hoje e já espalhei pelos 4 cantos do mundo. É deliciosa. Experimente

4ever3:pizza

Ingredientes:
– 1 tablete de fermento biológico
– 1 pitada de açúcar
– 1 xícara de cafezinho de óleo vegetal
– 1 pitada de sal
– 1 xícara de leite morno (não pode estar muito quente)
– farinha

Modo de fazer:
– Esfarele o fermento em um recipiente e coloque um pouco de açúcar em cima. Adicione o óleo, sal e leite.
– Neste momento se você quiser pode adicionar à massa algum tempero como orégano, curry, pimenta calabresa)
– Vá colocando a farinha mexendo, até a massa começar a desgrudar da mão.
– Deixe descansar por aproximadamente uma hora.
– Asse em forno pré-aquecido até começar a ficar torradinha (deve ser aproximadamente meia hora).

Depois você tira e coloca a cobertura que quiser, de acordo com a sua criatividade e o estoque da sua geladeira!
Aproveite!

 

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