As lições que as crianças nos dão!

familiablog2Interessante mesmo o que quer dizer a palavra preconceito. Preconceito é definido como um conceito criado antecipadamente. Mas antecipadamente ao que?
O DeRose é que tem razão. Muitas vezes o que chamamos de preconceito, deveria ser chamado de pós-conceito. É um comportamento ou um julgamento que aprendemos com os outros e achamos que deve ser a atitude mais adequada, a atitude mais certa perante determinada situação. Porém, esse pré-julgamento muito mais comumente atrapalha do que ajuda.

Quando eu me separei, teve gente que quis que eu pedisse pensão, que eu não me relacionasse mais com o ex, que nós nos afastássemos. Nossa decisão não foi essa. Vivemos juntos por muitos anos, e estabelecemos vínculos muito mais profundos que de casal, nossos vínculos são de família. E assim continuaram sendo, não mudaram nada. Nos preocupamos um com o outro, continuamos trabalhando juntos, desenvolvendo projetos juntos. Se algum dos dois precisa ir ao hospital, o outro se oferece para ir junto. Sabemos que estamos lá para o outro, não importa o que ocorra! E isso é muito bom! Isso por si só, já seria uma mudança do paradigma corrente, logo seria visto com um preconceito, positivo ou não, pelas pessoas mais influenciadas pelas convenções vigentes!

Como se isso não fosse suficiente, resolvemos ir além! Eu me casei de novo, e ele também. Em vez de termos aquela visão de: a atual do meu ex, o ex-marido da minha mulher e todo o peso incorporado a esses estereótipos, conseguimos criar uma relação leve, de respeito e de harmonia entre todos. Os novos respeitando a história e posição dos ex e esses, por sua vez, respeitando e apoiando a nova escolha da nossa família!

Isso causa admiração por parte de uns, espanto por parte de outros e ainda, incredulidade de outros que não nos conhecem tão bem a ponto de aceitar que isso possa ser mesmo possível. (Aliás, preciso escrever sobre julgarmos as pessoas pelos nossos valores!)

Porém, nunca imaginei que pudesse ser visto com naturalidade. A naturalidade que só existe na cabeça de uma criança que ainda não foi contaminada com a maldade e a mesquinhez que muitas vezes nos assolam. Pude ver como as coisas podem ser simples se forem vistas com pureza!

E essa foi a lição que a Nat me deu hoje! A Nat é uma menininha levada, de 6 anos de idade. Para se locomover de um ponto a outro, ela nunca vai andando. Ela pode ir correndo, dançando, sapateando, pulando. Ela é capaz de acordar as 2:30 para sair com a sua mãe de Salvador, viajar até SP e ferver o dia inteiro. Ela é levada e doce! É minha sobrinha-indiazinha que veio trazer alegrias para a nossa família.

A Nat foi morar com seus pais em Salvador há uns 2 anos, ou seja, quando tinha 4. Eu e o De éramos casados até bem pouco antes, e era assim que ela nos conhecia: A Tatá e o tio De. Uns meses depois fomos visitá-los para um fim de semana, eu e o Nuno. E ela não entendia muita coisa, já adorou o Tio Nuno e ficava brincando com ele.

Hoje, mais mocinha, chegou aqui em casa. A hora que viu o De, saiu correndo e gritando: Titio De!!! E beijou, abraçou ele para matar as saudades acumuladas. E conheceu a Livia. Deu oi mas não entendeu muito bem. Uns minutinhos depois, veio sentar-se comigo no sofá e perguntou: Tatá como é mesmo o nome dela? E eu disse: Livia. A Lívia agora é casada com o Tio De, assim como o Nuno é casado comigo. Ela parou, pensou, assimilou e disse: Gostei!
Se agarrou na Livia e pronto! Entendeu que a Lívia agora fazia parte da família dela.
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3 Comments

  1. Que lindo Fee! Vocês estão fazendo escola, pois vivo isso também no meu dia-a-dia! Amigos mais que irmãos, apoiando-se incondicionalmente! beijos!!!

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