Nós 3 e o caminho da volta

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Uma das coisas que mais nos caracteriza como grupo de amigos são nossos encontros. Podemos ir a um café, a um restaurante, a uma loja ou simplesmente passear pela rua. Podemos ainda nos reunir na casa de um dos 3, só pelo prazer de estarmos juntos!
 Sempre que isso acontece, conversamos muito! Variamos de assuntos sérios e profundos a futilidades e crises de riso!
 Mas normalmente ficamos divagando sobre a vida, sobre coisas que achamos importantes, experiências, valores, prazeres! 
Um dos assuntos mais recorrentes entre nós é como podemos extrair prazer de coisas simples. De um bom livro, um bom passeio, estar em família ou dividirmos um pão de queijo!
 Durante um desses dias eu estava usando meu ócio criativo, lendo e passeando pela internet, e me deparei, quase sem querer, com um texto incrível de alguém que eu nunca havia ouvido falar, chamado: “O caminho de volta”.
Esse texto tem tanto a ver conosco, que me identifiquei imediatamente e dividi com a Mari e o Rod.
Agora, quero dividir com você. Veja se não te parece o Caminho da Felicidade 😀

“Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta.

Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.

Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase 40 eu estava chegando lá.

Onde mesmo?

No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra FIM. Antes dela, avistei a placa de RETORNO e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo.) É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo.

E num é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram 4 vezes em quatro anos) agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta e eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove a internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz “a internet voltou!” já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama ALDEIA e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama.

No São João, assamos milho na fogueira. Nos domingos converso com os vizinhos. Nas segundas vou trabalhar contando as horas para voltar.

Aí eu lembro da placa RETORNO e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: RETORNO – ÚLTIMA CHANCE DE VOCÊ SALVAR SUA VIDA!

Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: “compre um e leve dois”.

Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.”

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